quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2015 não foi um ano ruim


Com Ana Clara no pocket show do 10º Festival Se Rasgum, no Shopping Boulevard


No 10º Festival Se Rasgum

Lançando Iracundo em Porto Alegre


Zuêra no Peru


Voltamos para o blog. Facebook um dia acaba, a busca a antigos posts é complicada e essas listas de melhores do ano é uma parada que eu me amarro em fazer, apesar de sempre deixar coisas de fora. Fico com ela aberta por dias e dias. 

Bem, 2015 foi um ano cruel para muitas pessoas em muitos sentidos. Pra mim não foi dos piores, devo dizer. Lancei e circulei por aí com meu livro, Iracundo. Através da Se Rasgum Produções, conseguimos realizar a primeira edição do Festival Sonido - Música Instrumental & Experimental, viajamos pelo interior com nossa Semana De Profissionalização da Música Paraense, realizamos a 10ª edição do Festival Se Rasgum e consolidamos o projeto Casa Aberta, realizado em parceria com nossos co-workers Alt Produções e Ovelha Negra, estimulando música autoral e a gastronomia em Belém.   

E, não posso deixar de falar do disco da Ana Clara, que foi lançado em 2015 e foi, sim, uma das coisas mais legais e bonitas que pude fazer parte na vida. É foda, eu sei, eu listar o álbum como um dos melhores do ano, mas não tenho como deixar de fora. Não é porque fiz parte ou porque é o disco da minha namorada, mas para mim todas as escolhas do disco foram acertadas, os timbres perfeitos, os músicos, a arte gráfica, a ordem etc. Acho que é o tipo de disco que não figura na lista de melhores do ano, mas certamente são canções que sobreviverão décadas e décadas adiante, sem data de validade.

Bem, agora vamos à minha dispensável opinião dos melhores filmes, séries, discos, músicas, shows e, também, o exercício mais completo da estupidez no top 5 dos piores filmes de 2015:



 
MELHORES FILMES DE 2015:


Birdman (Alejandro Inãrritu)
Dois dias, uma noite (Jean-Pierre Dardenne)
Que horas ela volta? (Lúcia Muylaert)
Entre abelhas (Ian SBF)
Blind (Eskil Vogt)
Mad Max (George Miller)
Grande olhos (Tim Burton)
A entrevista (Evan Goldberg)
Family Manson Vacation (J. Davis)
Sicario (Denis Villeneuve)
O presente (Joel Edgerton)
Corrente do mal (David Robert Mitchel)
Love & Mercy (Bill Pohlad)
Vício Inerente (P. T. Anderson)
Férias Frustradas (John Francis Daley)
Homem-Formiga (Edgar Wright)





5 MELHORES SÉRIES DE 2015:


Master of None
Better Call Saul
Wayward Pines
Magnífica 70
True Detective 2





11 MELHORES MÚSICAS DE 2015:


“The christmas thing” – Ben Bridwell feat. Jason Lytle and Brave Baby
"Lazarus" - David Bowie
"Bad vibe" - Lê Almeida
"Pra colar" - Jéf
"Sobre o amor e pedras" - Supercordas
"Orlando" - Quarto Negro
"Lake song" - The Decemberists
"I've been waiting for her" - Mac Demarc
“Like a minute” – Bárbara Ohana
"Zelda" - Ana Clara & Meio Amargo (ah, foda-se)
"Sunday dust" - Aldo The Band
 



MELHORES DISCOS NACIONAIS 2015:


Turbo - "Eu sou Spartacus"
Lê Almeida - "Paraleloplasmos"
Supercordas - "Terceira terra"
Quarto Negro - "Amor violento"
Ana Clara - Homônimo 
Bárbara Ohana – Dreamers (EP)






10 MELHORES SHOWS DE 2015:


Os Mulheres Negras (10º Festival Se Rasgum)
Mac Demarco (10º Festival Se Rasgum)
Ava Rocha (SIM-SP)
Molho Negro (gravação do DVD)
Aeroplano (Mojo Festival)
Dona Onete (10º Festival Se Rasgum)
J Mascis (Festival Bananada) 
Maurício Pereira (Festival Bananada) 
A Euterpia (10º Festival Se Rasgum)
Sorry Shop (Festival Noites Senhor F)




MAIORES PERDAS DE 2015:
 

Thiago Araújo
Eduardo Galeano
Flávio Basso
Marília Pêra
Betty Lago
Miele
Lemmy Kilmister



 


PIORES FILMES DE 2015:


California (Marina Person) – Uma pena. Marina sempre foi legal, comentava filmes legais, gosta de bandas legais. Mas seu primeiro longa é uma tremenda egotrip com atuações constrangedoras e uma necessidade tremenda de vencer pela trilha-sonora.

O cheiro da gente (Larry Clark) – Eu que ainda me meto numa sala de cinema pra ver o monotemático Larry Clark. No seu Kids francês, o diretor ultrapassa todos os limites de como uma sessão de cinema realmente pode causar desconforto físico.

A visita (M. Night Shyamalan) – Se fosse o primeiro filme de um jovem diretor seria legal, mas é de uma puta velha do cinema – quase criador de um subgênero de terror e suspense – e eu realmente não esperava algo tão primário.

Ted 2 (Seth Mcfarlane) – Infelizmente, a sequência do urso safado ultrapassa o limite das piadas de mau gosto. Desnecessário para um gênio como Seth Mcfarlane.